Higiene Ocupacional

Os monitoramentos referentes à higiene ocupacional são realizados com a finalidade de identificar possíveis agentes presentes no ambiente laboral. Esses agentes podem ser de natureza química ou física. Os resultados encontrados servem, por exemplo, para identificar o nível de insalubridade e/ou periculosidade em um determinado ambiente de trabalho. O levantamento dos possíveis agentes de exposição é indicado no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), e o monitoramento é realizado periodicamente.

Os padrões aceitáveis para esse monitoramento são especificados na Norma Regulamentadora NR15 e ACGIH. Em sua maioria, as coletas e análises são realizadas conforme orientações dos procedimentos NIOSH, e têm duração que represente a jornada diária de trabalho. Medidas devem ser tomadas no caso de altos níveis de exposição a determinados agentes. Quando exposto ao calor, por exemplo, o trabalhador deve gozar de descansos durante a sua jornada de trabalho, para minimizar os impactos causados à sua saúde.

Os trabalhadores que realizam as mesmas atividades e, por consequência, estão expostos aos mesmos riscos podem ser enquadrados no mesmo grupo de exposição (GE). A caracterização desses grupos e os riscos aos quais estão expostos são o ponto de partida para o desenvolvimento do monitoramento, a ser realizado por grupo de exposição e não por trabalhador, como é o caso dos exames periódicos. A quantidade de amostras deve ser suficiente para se ter um tratamento estatístico dos dados. Caso um grupo de exposição possua apenas um trabalhador, o monitoramento deve ser repetido em quantidade suficiente para se obter o número de amostras desejado.

Os monitoramentos de higiene ocupacional auxiliam na resolução dos problemas encontrados no dia a dia no ambiente de trabalho. Equipamentos de proteção individual e coletiva (EPI e EPC) podem e devem ser utilizados como medidas corretivas e atenuadoras para minimizarem a exposição ao agente, porém o primeiro passo a ser tomado pelo empregador é a eliminação da fonte do agente, o que nem sempre é possível.

Um ambiente industrial, por exemplo, em sua maioria é naturalmente emissor de ruído, em níveis acima dos permitidos por lei; nesse caso, a primeira medida a ser tomada seria a eliminação da fonte de ruído, mas isolar os equipamentos para que eles emitam apenas em níveis aceitáveis é operacionalmente inviável. Nesse sentido, é imprescindível que os trabalhadores expostos usem protetores auriculares para proteção de sua saúde auditiva; os resultados encontrados no monitoramento servem para definir qual o tipo de protetor deve ser utilizado.

Agir Preventivamente

Um olhar especial deve ser dado à higiene ocupacional do trabalhador. Primeiro porque é no trabalho que a maioria das pessoas passa a maior parte de suas vidas, e torna-se fundamental a manutenção do ambiente laboral higiênico e capaz de prover o bem-estar das pessoas; segundo porque a força de uma organização pode ser entendida como combinação de forças de seus trabalhadores, de modo que tomar todas as medidas para a qualidade de vida do trabalhador é prezar, sobretudo, pelo aumento na produtividade de trabalho.

O Brasil possui legislação suficiente para respaldar o trabalhador de todo e qualquer dano causado a sua segurança e saúde. Quando as diretrizes impostas pelas leis não são atendidas, os prejuízos são irreparáveis tanto para empregadores como para os empregados; não há espaço no mercado para organizações e trabalhadores descomprometidos com segurança e saúde laboral. Esse é um problema essencialmente de gestão, pois as medidas a serem tomadas são de caráter preventivo e gerencial, caracterizadas por iniciativas, formalizadas através de políticas, procedimentos e programas capazes de estar em conformidade com as exigências legais.

Vários são os fatores que podem aumentar a produtividade dos trabalhadores: motivação da equipe, premiação por metas atingidas, promoção, etc. Muitas vezes, o tratamento com a higiene ocupacional não é visualizado como uma ferramenta aliada para o aumento da produtividade – visão tão errada quanto ultrapassada. Sabe-se que a melhoria das condições de trabalho traduz num aumento da satisfação dos trabalhadores e, dessa forma, contribui diretamente para o seu bem-estar, a longo prazo, os resultados irão refletir diretamente no aumento da produtividade.

Os estudos realizados atualmente indicam que outras medidas além das exigências legais devem ser utilizadas pelas organizações para otimizarem a saúde de seus trabalhadores. O incentivo à prática de esportes dentro e fora dos limites da empresa, programas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, bem como estrutura para repouso em horário de almoço, são exemplos de algumas medidas de sucesso.

Destarte, é fundamental agir preventivamente para a obtenção de resultados positivos essenciais para a sobrevivência das organizações no mercado.

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