Ar Climatizado

Fungos e bactérias encontrados em filtros de aparelhos condicionadores de ar e em tubulações centrais de ar climatizado.

Fungos e bactérias encontrados em filtros de aparelhos condicionadores de ar e em tubulações centrais de ar climatizado.

Todo ambiente climatizado artificialmente de uso público e coletivo deve ter seu sistema com eficiência suficiente para garantir a saúde e o bem-estar das pessoas. Para tanto, devem-se seguir as instruções normativas descritas na Resolução-RE N° 09, de 16 de janeiro de 2003, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, do Ministério da Saúde, que estabelece critérios e metodologias de análise para avaliar a qualidade do ar interior.

As análises deste monitoramento são realizadas conforme orientação da Anvisa. A contagem de fungos e sua caracterização merecem maior atenção, devido às consequências causadas por esses microorganismos no organismo humano. Nesse caso, as amostras são coletadas por impactação em um meio de cultura específico; a quantificação é realizada por contagem de colônias e a caracterização dos fungos deve ser realizada, considerando que não é permitida a presença de fungos patogênicos e toxigênicos em ambientes climatizados artificialmente.

Outros parâmetros devem ser analisados para verificar sua eficiência no atendimento aos padrões estabelecidos. As análises de temperatura, umidade, velocidade do ar e dióxido de carbono (CO2), são realizadas por leitura direta, oferecendo imediatamente uma resposta dos valores encontrados.

Esse tipo de monitoramento também serve de complemento para atender às exigências da Portaria nº 3.523/GM, de 28 de agosto de 1998, que orienta a implantação do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) dos ambientes climatizados. O completo atendimento às exigências legais se dá através do monitoramento e das análises dos parâmetros físicos, químicos e biológicos do ar interior, bem como da elaboração e manutenção do PMOC, contemplando medidas que garantam a qualidade dos ambientes, tais como limpeza dos sistemas, renovação de ar, gestão com profissional devidamente habilitado, entre outros.

Síndrome do Edifício Doente

A Síndrome do Edifício Doente (SED) refere-se à relação entre causa e efeito das condições ambientais observadas em áreas internas, com reduzida renovação de ar, e os vários níveis de agressão à saúde de seus ocupantes através de fontes poluentes de origem física, química e microbiológica.

Diz-se que um edifício está “doente” quando cerca de 20% de seus ocupantes apresentam sintomas transitórios associados ao tempo de permanência em seu interior, que tendem a desaparecer após curtos períodos de afastamento. Em alguns casos, a simples saída do local já é suficiente para que os sintomas desapareçam. Os principais sintomas apresentados são: irritação dos olhos, nariz, pele e garganta, dores de cabeça, fadiga, falta de concentração, náuseas, elevação da taxa de absenteísmo (trabalhador que falta ao trabalho), redução na produtividade e na qualidade de vida do trabalhador.

Em 1982, a Organização Mundial de Saúde – OMS reconheceu a existência da Síndrome do Edifício Doente quando se comprovou que a contaminação do ar interno de um hotel na Filadélfia foi responsável por 182 casos de pneumonia e pela morte de 29 pessoas.

No Brasil, a necessidade de se combater a SED tornou-se evidente quando, em abril de 1998, o então Ministro das Comunicações, Sérgio Motta, faleceu após ter seu quadro clínico agravado em função de fungos e bactérias alojados em dutos do sistema de climatização. A partir de então os órgãos legisladores lançaram portarias e resoluções que estabelecem padrões de manutenção e de qualidade do ar em ambientes climatizados.

A Anvisa intensifica cada dia mais a fiscalização no atendimento às exigências legais, acarretando aos estabelecimentos que não cumprem suas orientações multas que podem chegar até R$ 200.000,00. Considerando que uma simples gripe pode afastar o funcionário do seu posto por um ou mais dias, a correta manutenção dos sistemas de climatização é também fator decisivo para aumento na produtividade dos funcionários, o que remete à conclusão de que pessoas doentes são sinônimo de empresa doente.

Ar Ambiente

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Higiene Ocupacional

Os monitoramentos referentes à higiene ocupacional são realizados com a