Ar Ambiente

Entende-se por ar ambiente a mistura de gases que compõem a atmosfera terrestre. Diversos processos antropogênicos e naturais emitem poluentes que em determinados níveis podem alterar a qualidade do ar ambiente. O estudo, realizado para avaliar a qualidade do ar, prevê a quantificação dos poluentes em termos de massa de poluente por volume de ar para comparativo com os padrões estabelecidos pela Resolução CONAMA 03, de 28 de junho de 1990.

Os parâmetros avaliados nesse tipo de monitoramento consideram os processos que acontecem após as emissões dos poluentes. O Ozônio (O3)  é um exemplo, pois a sua formação é dada pela reação entre gás oxigênio (O2) e Dióxido de Nitrogênio (NO2), na presença de luz solar, esta reação é acelerada com a presença de Compostos Orgânicos Voláteis (VOC).

No monitoramento da qualidade do ar ambiente, as amostragens são realizadas com o AGV (Amostrador de Grandes Volumes) e APV (Amostrador de Pequenos Volumes). Alguns parâmetros são realizados com equipamentos de leitura específica, obedecendo à periodicidade dos padrões estabelecidos pelo CONAMA. Nesse monitoramento, os resultados obtidos retratam a influência das emissões de diversas fontes não obrigatoriamente conhecidas em um determinado ponto; portanto, esse monitoramento é amplamente utilizado por órgãos de fiscalização ambiental, para orientação das emissões de uma determinada região, podendo ser reduzidos os limites de emissões caso haja necessidade.

Geralmente, os monitoramentos são realizados pontualmente numa periodicidade anual ou semestral, porém há a possibilidade da instalação de estações fixas de monitoramento da qualidade do ar para avaliações permanentes das concentrações dos poluentes. Nos dois casos, é fundamental que o estudo de dispersão atmosférica seja realizado para decisão dos pontos de amostragem, considerando que variáveis como direção e velocidade do vento influenciam diretamente na forma com que os poluentes se comportam após lançados na atmosfera.

A legislação brasileira prevê diferentes padrões para avaliação dos poluentes existentes no ar ambiente; os padrões primários são definidos como as concentrações que, se ultrapassadas, poderão afetar a saúde da população; já os padrões secundários são as concentrações de poluentes abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna, à flora, aos materiais e ao meio ambiente em geral.

O Ar que tanto precisamos

O ar atmosférico pode ser utilizado em diversos processos que vão desde a respiração de seres vivos até a utilização de combustíveis para geração de energia. A emissão de particulados é um dos grandes problemas da poluição atmosférica devido às conseqüências da presença desse poluente no organismo humano, quanto menor o diâmetro da partícula, maiores são os níveis alcançados no organismo humano. A combinação da água presente na atmosfera com determinados poluentes emitidos pelas chaminés forma substâncias extremamente nocivas à manutenção da vida na terra.

Estudos comprovam que a poluição emitida de escapamentos de veículos é um fator que aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Não só a contaminação do ar, mas outros agentes como barulho e violência agem diretamente na saúde do coração das pessoas. Diante de tais fatores, as frequências cardíaca e respiratória aumentam, favorecendo a inalação de mais poluentes e o descompasso cardíaco.

A poluição do ar tem alcançado níveis alarmantes nas grandes cidades. Estima-se que, por ano, morram 2 milhões de pessoas em decorrência da poluição atmosférica. Um dos maiores perigos encontrados em suspensão no ar são as partículas finas e ultrafinas, conhecidas como PM10 e PM2,5. Presentes por exemplo na fuligem liberada pelos carros, essas partículas invisíveis podem penetrar nos pulmões e na corrente sanguínea, causando doenças cardíacas, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias.

A matriz energética encontrada em grande parte das regiões do planeta, bem como a produção de bens de consumo e os processos industriais em geral, são por essência poluidores; então, numa análise emergencial, torna-se necessária a criação e/ou utilização de tecnologias suficientemente eficazes para abater os poluentes antes deles atingirem a atmosfera, mas essas não são medidas cabíveis à resolução do problema, pois os resíduos gerados pelos sistemas de abates devem ser tratados e destinados com responsabilidade ambiental, e nem sempre essa é uma tarefa fácil. A busca por novas fontes de energia, como a utilização de biocombustíveis e energia solar, são exemplos de alternativas eficazes encontradas pelo homem no controle da qualidade do ar.

As estações de monitoramento da qualidade do ar são ferramentas fundamentais no estudo da poluição atmosférica. O diagnóstico da qualidade do ar de uma determinada região é realizado através dos dados obtidos nas estações. Este tipo de ação permite a criação de índices de qualidade do ar, necessários para comunicação entre sociedade e poder público.

Parâmetros

  • Ozônio – (O3)
  • Partículas Totais em Suspensão – PTS
  • Partículas Inaláveis
  • Dióxido de Nitrogênio – (NO2)
  • Dióxido de Carbono – (CO2)
  • Amônia – (NH3)

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